Detalhar som Classificação Científica
Nome Científico
Sporophila leucoptera(Vieillot, 1817)Nome em Inglês
White-bellied Seedeater
Chorão
O chorão é uma ave passeriforme da família Thraupidae.
Conhecido também como bico-vermelho/bico-de-lacre (Espírito Santo), boiadeiro (Minas Gerais), cigarra-bico-vermelho, cigarra-rainha, patativa-chorona, chorona (São Paulo) ou apenas patativa (sertão da Paraíba).
Como todos os outros membros do gênero Sporophila, pode ser chamado de “papa-capim” acompanhado de algum outro adjetivo. Sporo é semente e phila provém de phyllo, que significa afinidade. Seria realmente o “que tem afinidade com sementes” ou “papa-capim”.
Nome Científico
Seu nome científico significa: do (grego) sporos = semente; e philos = que gosta, amigo; e do (grego) leukos = branco; e -pteron = asa. ⇒ Ave com asa branca que gosta de sementes.
Características
Mede entre 12 e 12,5 centímetros de comprimento´e pesa entre 15 e 16 gramas.
O macho é cinza nas partes superiores e branco nas inferiores e a fêmea é marrom-olivácea nas partes superiores e bege-amarronzada nas inferiores; os jovens são pardos.
A parte característica do canto é um assovio melancólico ascendente, repetido sem pressa.
chorão macho
chorão fêmea
chorão jovem
Subespécies
Possui quatro subespécies reconhecidas:
Sporophila leucoptera leucoptera (Vieillot, 1817) - Centro, sudeste e sul do Brasil. Partes inferiores brancas (incluindo pescoço e garganta), com manchas cinzas, no tórax e flancos; uropígio branco; bico amarelo forte; máscara da face, asas, costas cinza-azuladas.
Sporophila leucoptera cinereola (Temminck, 1820) - Nordeste do Brasil, desde o Maranhão até a Bahia e, ao sul, até o Rio de Janeiro. Um pouco menor e cabeça e costas de um cinza-azulado mais claro que a forma nominal; uropígio cinza; partes inferiores, em especial tórax e flancos, manchada de um cinza claro.
Sporophila leucoptera bicolor (Orbigny & Lafresnaye, 1837) - Peru e Bolívia. O cinza-azulado das partes superiores das outras subespécies de S. leucoptera é substituído pelo negro. Alguns autores defendem que seja elevada à condição de espécie devido às suas características diferentes e isolamento geográfico.
Sporophila leucoptera mexianae (Hellmayr, 1912) - Suriname, Amapá e nordeste do Pará (Ilha Mexiana). Parecida com S. l. cinereola, mas as partes inferiores não possuem cinza no tórax e nos flancos, sendo completamente brancas.
(Clements checklist, 2014).
| Fotos das subespécies de (Sporophila leucoptera) |
| (Ssp. leucoptera) | (Ssp. cinereola) | (Ssp. bicolor) | (Ssp. mexianae) |
Sporophila leucoptera leucoptera |
Sporophila leucoptera cinereola |
Sporophila leucoptera bicolor | |
Alimentação
Granívoro. Como outras aves do Gênero, pode frequentar comedouros onde é oferecida quirera.
chorão se alimentando
Reprodução
Tem 2 ou 3 ninhadas por estação, com 2 ou 3 ovos em cada uma.
Casal de chorão
Ninho de chorão
Ovo de chorão
Hábitos
É espécie comum, que habita áreas de gramíneas com arbustos e emaranhados de vegetação, quase sempre próximo à água, em áreas pantanosas e margens de rios e lagos. Vive solitário ou em pares espalhados e raramente se associa a outras espécies.
Bando de chorão
Distribuição Geográfica
Presente nas ilhas da foz do rio Amazonas e leste do Pará, Maranhão, Piauí e Pernambuco, em direção sudeste até Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, e em direção oeste até Goiás e Mato Grosso. Encontrado também no Suriname, Peru, Bolívia, Argentina e Paraguai

Ocorrências registradas no WikiAves
Referências
Consulta bibliográfica sobre as subespécies:
CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.
del Hoyo, J.; et al., (2014). Handbook of the Birds of the World Alive. Lynx Edicions, Barcelona.
ITIS - Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
Piacentini et al. (2015). Annotated checklist of the birds of Brazil by the Brazilian Ornithological Records Committee / Lista comentada das aves do Brasil pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos. Revista Brasileira de Ornitologia, 23(2): 91–298.
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Galeria de Fotos